Será que escolhi a profissão errada? Mestre-de-obras ganhando R$10.000,00 por mês.

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Como há em nosso país distorções salariais.

Vejam isso:

Mestre-de-obras virou profissão de rico

Um levantamento que fiz na semana passada em departamentos de recursos humanos de construtoras mostra que um mestre-de-obras experiente e disputado já consegue ganhar até R$ 10 mil por mês na cidade de São Paulo.

A média salarial é obviamente mais baixa, girando em torno dos R$ 5.000 -mais alta, porém, do que a da maioria dos professores universitários.

O boom imobiliário combinado à falta de trabalhadores qualificados levou à inusitada situação de um trabalhador numa obra, apenas com diploma de ensino médio, conseguir, em alguns casos, ganhar mais do que um engenheiro.

É um exemplo para ilustrar uma informação levantada pelo Datafolha, ao investigar o perfil socioeconômico da cidade de São Paulo: 72% da população entre 16 e 24 anos tem diploma de ensino médio. Vamos repetir: 72%.

Está aí a nova e quase desconhecida composição da paisagem humana de uma comunidade -a julgar pelas propostas de governo, é desconhecida dos candidatos à prefeitura.

Só para dar uma idéia da modificação veloz dessa paisagem, vamos fazer uma comparação com os habitantes mais velhos, acima dos 60 anos. Nessa faixa, apenas 10% passaram pelo ensino médio. Ou seja, 72% contra 10%.

A explicação para esse movimento aparece nas estatísticas da Secretaria do Trabalho da capital paulista.

Nos últimos 12 meses, foi criado, na cidade, 1,7 milhão de empregos: 60% dos contratados tinham ensino médio; mais 18% concluíram ou estão concluindo algum curso superior; a imensa maioria do restante chegou até pelo menos a 8ª série do ensino fundamental.

A informação do Datafolha ajuda a explicar um estudo, divulgado na semana passada pela Fundação Getúlio Vargas, que apontou o aumento da classe média nas regiões metropolitanas. Além do crescimento econômico e da formalização da mão-de-obra, influi a formação dos trabalhadores. É sabido que existe uma relação entre renda e nível de estudo.

O salário médio do mestre-de-obras que, pelos cálculos da FGV, o coloca na categoria dos ricos (acima dos R$ 4 mil) reflete a crescente procura das empresas por gente capacitada -uma gritaria que se vê em todos os setores que exigem um mínimo de sofisticação. Basta dar uma olhada nos bancos públicos de empregos: uma imensa quantidade de vagas não é preenchida.

Uma das questões essenciais para o futuro de São Paulo é preencher as necessidades econômicas da cidade e, ao mesmo tempo, garantir a inserção dos jovens no mercado do trabalho -um complexo arranjo que deveria estar no topo das preocupações de um prefeito. Nada pode ser mais importante em uma comunidade do que estimular o desenvolvimento humano. Há uma série de casos para serem estudados.

Na cidade de Indaiatuba, próxima de Campinas, a prefeitura, em parceria com o governo estadual e federal, universalizou o ensino técnico, respeitando as vocações locais.

Lembrete: Indaiatuba apareceu em primeiro lugar na lista de qualidade de vida feita pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).

Na imensa maioria das vezes, como mostram as estatísticas oficiais, sair de cursos técnicos ou tecnológicos significa emprego garantido. Em alguns setores, como apontam relatórios do Centro Paula Souza e do Senai, a procura é bem maior do que a oferta da mão-de-obra formada em seus cursos.

Daí a importância do acerto do Ministério da Educação com o chamado Sistema S (Sesi, Senai e Senac, entre outros) para abrir mais vagas gratuitas ou das experiências de empresas que ajudam na gestão das escolas públicas, aproximando-as do mercado de trabalho. É o caso do ensino de mídias digitais para estudantes de Pernambuco e do Rio.

Em São Paulo, cursos técnicos começam a ser oferecidos nas escolas regulares da rede estadual. Ainda é um projeto que engatinha, não dá para ser avaliado. Mas tenho acompanhado a reação de alunos em uma das escolas que se tornou, desde o ano passado, piloto para esse programa, oferecendo cursos de webdesign e gestão de pequenos negócios.

Percebo, ali, alunos mais motivados, por verem uma porta de saída e significado prático no que estão estudando.

Um prefeito de São Paulo será, mais cedo ou mais tarde, forçado a se conectar menos ao hardware (obras) do que ao software (o capital humano), o que exige os mais diferentes arranjos de uma comunidade em torno do conhecimento. Temos aí alguns exemplos de arranjos produtivos locais que produzem bons e abundantes empregos, como São José dos Campos, Piracicaba ou Santa Rita do Sapucaí (MG), onde se montaram pólos de tecnologia em torno de suas vocações, respectivamente, aeronáutica, álcool e telecomunicações

Se não tiver cabeça de educador, o prefeito de São Paulo será, na melhor das hipóteses, um bom mestre-de-obras.

PS-Para medir como São Paulo vai moldando seus habitantes, devido às exigências do mercado de trabalho, a soma dos paulistanos na faixa de 16 a 24 anos com ensino médio e superior é de 85%. Na zona oeste, 40% dos adultos, acima dos 24 anos, têm ensino superior.

fonte: Gilberto Dimenstein (portal Aprendiz)

http://aprendiz.uol.com.br/content/judidegidi.mmp

WWF – A Hora do Planeta – Participe!

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Hora do Planeta - Sábado, 28 de março, às 20h30

Planeta vs. Aquecimento Global 

O WWF-Brasil participa pela primeira vez da Hora do Planeta, um ato simbólico, que será realizado dia 28 de março, às 20h30, no qual governos, empresas e a população de todo o mundo são convidados a apagar as luzes para demonstrar sua preocupação com o aquecimento global.

O gesto simples de apagar as luzes por sessenta minutos, possível em todos os lugares do planeta, tem como objetivo chamar para uma reflexão sobre a ameaça das mudanças climáticas.

Participe! É simples. Apague as luzes da sua sala.

Resultado da IV OBB – por Escola – 1a. Fase

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Parabéns Farias Brito,

O maior resultado na 1a fase no Brasil – 424 alunos aprovados na 1a. fase (17,8% do Brasil e 39,8% do Ceará)

Bioenergética Ciclo de Krebs – Video

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Video do Ciclo de Krebs

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Semi-gêmeos – Dois Espermatozóides em Um Óvulo

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Quem disse que não era possível dois espermatozóides possa fecundar um só óvulo?!?!
Veja isso: (Biologia= Ciência dos conceitos transitórios = quem ensina tá ´lascado´! :) )

Gêmeos nascem semi-idênticos

O Estado de São Paulo – 27/03/2007

Em caso raro, um óvulo foi fecundado por dois espermatozóides; bebês são iguais só por parte de mãe

Giovana Girardi

Um caso raro de gêmeos semi-idênticos foi descrito na publicação científica Human Genetics no começo deste mês. As crianças têm a mesma carga genética por parte de mãe, mas são diferentes por parte de pai. A descoberta sugere que um só óvulo foi fertilizado ao mesmo tempo por dois espermatozóides, resultando em dois bebês apenas metade iguais.

O fenômeno é inédito na literatura médica. De um modo geral, gêmeos ocorrem por duas maneiras conhecidas: ou são idênticos, e surgem da divisão de um óvulo que foi fertilizado por um único espermatozóide (gêmeos univitelinos), ou são dois irmãos completamente diferentes que ocuparam o úteros ao mesmo tempo, quando dois óvulos foram fecundados por dois espermatozóides.

Os bebês descritos agora ficam no meio termo. “A similaridade entre esses bebês fica em algum ponto entre os gêmeos idênticos e os fraternais”, explicou a geneticista americana Vivienne Souter, que investigou o caso, ao serviço de notícias da revista Nature (site).

A equipe orientada por Vivienne acredita que podem ter ocorrido um de dois cenários. O óvulo pode ter se dividido antes da fecundação e cada parte foi fertilizada por um espermatozóide. Ou, o mais provável, as três células se fundiram no primeiro momento e, no segundo estágio da divisão do embrião, uma célula teria ficado com os cromossomos de um espermatozóide e a outra célula com os cromossomos do outro.

A peculiaridade só foi percebida, segundo a reportagem, porque uma das crianças nasceu com genitália ambígua, ou seja, com hermafroditismo: ela tem dois ovários e um testículo. O outro bebê é anatomicamente um menino. Os pesquisadores não esclareceram se a anomalia ocorreu por causa da fertilização inusitada. Em princípio os dois estão bem.

CASO RARO

A investigação genética mostrou que as crianças são um caso raro de um fenômeno já pouco comum, conhecido como quimerismo. Elas apresentam ao longo do corpo células com dois genomas diferentes. Alguns cromossomos, por exemplo, são XX (que caracterizam as mulheres) e outros são XY (que caracterizam os homens).

Uma quimera ocorre quando um embrião se funde em outro. Isso pode acontecer, por exemplo, no segundo ou no terceiro dia após a fecundação com gêmeos não-idênticos. “Um embrião, com seus 46 cromossomos, entra no outro. Ao final se desenvolve um ser com apenas 46 cromossomos, só que as cargas genéticas dos dois seres originais se espalham pelo corpo da criança gerada”, explica Edson Borges Jr., especialista brasileiro em fertilidade assistida. No caso dos semigêmeos, eles eram “um e meio” e viraram dois, com uma mistura de material genético dos dois lados. “Temos um óvulo com 23 cromossomos e dois espermatozóides cada um também com 23 cromossomos. Ao todo dá 69. Isso, em teoria, é um número inviável. Em laboratório um embrião nessas circunstâncias não vai para frente”, diz.