Veja isso:
Garota perdeu o membro ao colocar uma calça para lavar.
Após acidente, médicos devem realizar a cirurgia em seis horas.
Na cidade de Areal, no Rio de Janeiro, Ana Catarina sofreu um grave acidente. A roupa que a garota com dez anos de idade colocou na máquina de lavar enroscou na sua mão. Como estava ligada, a força do equipamento arrancou o braço da garota. Para reimplantar o membro, os médicos teriam seis horas. É o limite de tempo para realizar esse tipo de cirurgia. O esforço, com sucesso, envolveu médicos de São Paulo.
Catarina vive em um abrigo para 30 crianças há três anos. No primeiro dia das férias, resolveu ajudar na rotina de trabalho. Sem avisar ninguém, na lavanderia, ligou a máquina centrífuga e colocou uma calça jeans para lavar. Mas a roupa enrolou na sua mão e, conseqüentemente, a força do equipamento arrancou o braço.
“Eu dei de encontro com Ana Catarina já gritando: ‘meu braço, meu braço’. Quando eu olhei para ela, não vi o braço”, conta Virginia Seixas, mãe social da menina. Em 18 anos de trabalho, a coordenadora do abrigo nunca tinha vivido algo tão dramático. “Corri na lavanderia, desliguei a máquina e o braço estava dentro da centrífuga”, explica.
O acidente aconteceu às 11h30. Imediatamente, Seixas chamou os bombeiros e em menos de 15 minutos a garota estava no hospital. Porém o especialista em reimplantes mais próximo se localizava a 400 quilômetros de distância do acidente.
Primeiramente, a menina foi atendida pelo cirurgião vascular Rodrigo Lemos, oficial do Corpo de Bombeiros. “O braço estava separado do corpo. A face de horror da criança, perante a situação, foi o que mais me impressionou”, diz o médico. Ele decidiu que a garota deveria ter o braço reimplantado. Ao meio dia pediu ajuda.
Para preservar o braço, Lemos colocou gelo em um recipiente de isopor forrado com papelão. Embrulhou o membro em um pano limpo – não pode entrar em contato direto com o gelo – e fechou a caixa.
Em seguida, um helicóptero chegou na cidade do interior para levar a garota para a Baixada Fluminense. “Em menos de duas horas, a menina estava dentro do centro cirúrgico do Hospital Estadual Dom Pereira Nunes começando o procedimento”, afirma Lemos.
Ao mesmo tempo, a Secretaria de Saúde tentava localizar o especialista em microcirurgia João Recalde. Ele estava voando para São Paulo. “Recebi um telefonema diretamente do secretário de Saúde do Rio de Janeiro relatando esse caso”, conta. O médico embarcou de volta para o Rio de Janeiro e, também de helicóptero, chegou ao hospital.
A cirurgia começou em três horas e meia após a amputação. Sobravam duas horas para refazer a revascularização do sangue com segurança. Na primeira parte da cirurgia, o osso foi fixado. Depois, a equipe retirou um pedaço de dez centímetros da veia safena para religar a artéria. O fluxo sanguíneo foi restabelecido seis horas e 15 minutos depois do acidente, dentro da margem de risco adequada. Só então foi feita a religação de veias e músculos.
“Consegui ver a Catarina por volta das 22h30. Quando a vi, ela abriu os olhos e sorriu. ‘Estou viva’”, diz Ocimar Seixas, pai social da menina. “Devolvendo a função no reimplante, está devolvendo uma vida para essa pessoa”, diz Rames Mattar Junior, ortopedista do Hospital das Clínicas de São Paulo. Catarina tem um longo caminho de recuperação. Natal e Ano Novo serão passados no Centro de Terapia Intensiva (CTI). Do Papai Noel, a garota quer ganhar um laptop para levar para todos os lugares.
fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL922507-5603,00-ESPECIALISTA+REIMPLANTA+BRACO+DE+MENINA+DE+DEZ+ANOS.html
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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008 às 00:40
nossa, que horror! muita sorte ela ter conseguido reimplantar o braço a tempo…
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008 às 21:27
é realmente impressionante
quinta-feira, 6 de maio de 2010 às 18:33
Conheço Catarina desde que estava na barriga da mãe dela. Anos depois, ela foi abandonada pela mãe que hoje mora na Suíça. Soube que após ter sido abandonada pela mãe ficou sob os cuidados de uma vizinha. Fiquei muito triste em ver esta notícia e gostaria de fazer alguma coisa pela menina. Estou à procura de Catarina há muito tempo e nunca soube do paradeiro dela. Gostaria muito de poder ajudá-la de alguma forma. Essa menina já sofreu muito nessa vida. Espero que Deus a proteja e dê a ela um pouco de felicidade, um pouco de amor. Por favor, gostaria do endereço do abrigo para visitá-la.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010 às 11:09
Parabens a equipe médica.Tambem sou da area médica lotado na ufpr.Sofri um acidente há alguns anos na mão d.Fiz um arrancamento parcial do musculo oponente depois de reconstituido a reinervaçao foi boa,mas penso que poderia melhorar com um tratamento com celulas tronco ainda não temos este recurso em ctba pr. .